Quinta, 08 de outubro de 2026

(Gl 3,1-5; Sl Lc 1; Lc 11,5-13) 27ª Semana do Tempo Comum.

“Portanto, eu vos digo, pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto” Lc 11,9.

“O discípulo do Reino reza com absoluta certeza será atendido. Entretanto, deverá submeter-se às exigências da oração cristã, que o despoja de si mesmo e de seu egoísmo para abri-lo à comunhão com o Pai e com o próximo. Deus não dá ouvido à oração do egoísta, o qual só busca suas necessidades pessoais e seus interesses. A parábola evangélica mostra ser inconcebível que um amigo não atenda ao companheiro necessitado, mesmo à custa de incômodos. Um tal comportamento estaria em aberto contraste com o espírito de hospitalidade oriental. O amigo recorreu ao outro por ter plena confiança de não ser decepcionado. A parábola refere-se aos obstáculos encontrados: a porta da casa já estava fechada e, para abri-la, seria preciso acordar as crianças que estavam dormindo na sala, conforme o costume da época. O mesmo acontece com a oração cristã: não é atendida de maneira mágica como se ao pedido se seguisse um imediato atendimento. O orante reza e confia, esperando a hora de ser atendido. Se um homem, mesmo devendo acordar no meio da noite, atende o pedido de seu amigo necessitado, quanto mais Deus atenderá a oração de quem reza como convém. Disto nenhum discípulo pode duvidar. Caso contrário, estaria considerando o Pai celeste pior que o mais malvado dos pais da Terra. Conclusão: o Pai do Céu reserva o que há de melhor para os filhos e filhas que se dirigem a ele com toda confiança. – Pai, que a minha oração seja plena de confiança em ti, pois sei que queres dar-me o que tens de melhor, o Espírito Santo” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite