Terça, 13 de outubro de 2026

(Gl 5,1-6; Sl 118[119]; Lc 11,37-41) 28ª Semana do Tempo Comum.

“O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição” Lc 11,38.

“A censura velada do fariseu, admirado por ver Jesus sentado à mesa sem ter feito as abluções de praxe, foi devidamente desmascarada. O fato de ter aceitado, de bom grado, o convite para o almoço, não significava que o Mestre estivesse disposto a se submeter a todas as manias de seu anfitrião. De fato, o fariseu não chegou a censurá-lo verbalmente. Jesus, porém, deu-se conta da situação, pelo modo como ele agiu. Aliás, a mentalidade farisaica era assaz conhecida. Daí a iniciativa de denunciar a falta de coerência na prática da pureza ritual, tão valorizada pelos círculos farisaicos. O argumento de Jesus parte da constatação de que existem dois níveis de pureza: interior e exterior, com suas respectivas exigências de purificação. Os fariseus preocupavam-se com a purificação exterior, que se faz com a água e o sabão, cujo efeito é eliminar possíveis impurezas que se apegam ao corpo. A preocupação de Jesus ia na direção oposta: centrava-se no tema da pureza interior. Este nível profundo de impureza resulta do pecado e do egoísmo que se apoderam do coração humano, tornando-o incapaz de se relacionar com Deus. Só a prática da caridade pode tornar o ser humano livre dela. De nada serve purificar o corpo e o prato, nem lavar as mãos antes de sentar-se à mesa, se o coração está cheio de malícia e egoísmo. Importa, antes, purificar o coração. – Pai, purifica de todo pecado e egoísmo o mais íntimo de meu ser, pois eles me tornam incapazes de viver em comunhão contigo e com o meu semelhante” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite