(Ez 18,1-10.13.30-32; Sl 50[51]; Mt 19,13-15) 19ª Semana do Tempo Comum.
“Então Jesus disse: ‘Deixai as crianças
e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus’”
Mt 19,14.
“Era
costume judaico apresentar os filhos aos rabinos, pra que eles os abençoassem,
impondo-lhes as mãos; o gesto acompanhado de uma oração bíblica aparece como
uma forma de bênção; tudo isso prova o conceito de grandeza moral e
taumatúrgica em que as pessoas tinham Jesus. É fácil imaginar a cena das mães
aglomerando-se e com gestos e gritos, tão característicos dos orientais,
querendo ter a preferência para suas crianças. Os apóstolos não viram com bons
olhos o procedimento das crianças, nem das mães, seja porque fossem muitos e
poderiam molestar o Mestre, seja pela inoportunidade da presença delas
exatamente no momento em que Jesus estava ensinando sua doutrina maravilhosa; o
caso é que, com gestos e palavras, começaram a impedir que as crianças se aproximassem
do Mestre. O Senhor censurou a atitude dos apóstolos e ordenou que deixassem as
crianças aproximaram-se dele; o Senhor descansava no olhar simples das
crianças. O apostolado entre as crianças gozou sempre de um profundo interesse,
por mais que proceda hoje à revisão da Pastoral da criança. Ilustrar suas
inteligências que se abrem para a luz da verdade, colocar a semente do bem
naqueles corações que se apresentam como terreno fértil para todos os
sentimentos puros e elevados, dar-lhes a conhecer o amor de Deus e sua divina
Providência, fazê-los entusiasmar coma figura de Jesus Cristo como seu Salvador
e seu melhor amigo... A criança é como a árvore recém-plantada, que exige
cuidado e atenção esmerados. Hoje como ontem, Jesus repete-nos: ‘Deixai vir a
mim as criancinhas’ (v. 14). Acostumemos nossas crianças a irem ao Sacrário, a
frequentarem a recepção dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, que
ofereçam suas orações ao Senhor sacramentado; recomendemos que, em suas
orações, se lembram das necessidades da família, da Igreja, da pátria e do
mundo inteiro; será muito difícil que o coração sacratíssimo de Jesus não
atenda ao que lhe pedem as almas inocentes” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para
cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite