(Dn 7,9-10.13-14; Sl 96[97]; Mt 17,1-9) Transfiguração do Senhor.
“E foi transfigurado diante deles; o seu
rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz”
Mt 17,2.
“Pedro,
Tiago e João, os mais destacados do grupo dos discípulos, tiveram o privilégio
de ‘ver’ a glória do Messias, antecipada na cena da transfiguração. Este estava
destinado a ser glorificado por Deus, e revestido de imortalidade divina. O
episódio evangélico está todo envolvido pela presença divina. O monte, para o
qual Jesus e seus discípulos se dirigiram, simboliza o lugar da presença e da
comunicação divinas. Dirigiram-se para o alto monte, porque o ser humano deve
elevar-se para contemplar a manifestação da glória divina. O rosto de Jesus,
‘brilhante como o sol’, apontava para a glória dos justos no reino do Pai.
Igualmente, o esplendor luminoso de suas vestes. A presença de Moisés e Elias
indicava que as Escrituras – Palavra de Deus – estão centradas na pessoa de
Jesus. Tudo quanto Deus havia falado a seu povo eleito tinha sido em função do
seu filho amado. Moisés e Elias evocavam o monte Sinai, o lugar da manifestação
de Deus, onde ambos estiveram. O auge da presença divina revela-se quando uma nuvem
luminosa envolveu Jesus, e a voz celeste se faz ouvir: ‘Este é o meu filho
amado, que muita coisa me agrada. Escutem o que ele diz!’. Assim, os discípulos
estavam em condições de compreender a verdadeira identidade de Jesus, na sua
condição humana e divina. Este seria um dado importante para quem haveria de
ver o Mestre tornar-se vítima da incompreensão das lideranças religiosas do
povo. – Pai, que a transfiguração leve-me a confessar Jesus como teu
Filho amado, e a reconhecer que sou chamado a expressar o esplendor divino que
trago dentro de mim” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite