(1Cor 2,10-16; Sl 144[145]; Lc 4,31-37) 22ª Semana do Tempo Comum.
“Lucas descreve a libertação dos
escravos durante a primeira cura depois de tudo o que Jesus fez e falou na
sinagoga de Nazaré. Ele conta, então, que na sinagoga de Cafarnaum havia um
‘possuído por um demônio, um espírito impuro’” (Lc 4,31).
“A
palavra ‘demônio’ significa um poder estranho, dominando alguém por meio de
sofrimentos, opressão, degeneração, padrões neuróticos, obsessões, ideias
fixas. O ser humano pode de tal maneira estar possuído por semelhantes forças
‘que não consegue mais, de forma alguma, ser ele mesmo, perdendo seu poder de
falar, sua identidade, sua personalidade, e ficando completamente alheio a si
mesmo e ao seu ambiente’ (Venetz, p. 67). Seu pensamento fica perturbado por
preconceitos, amarguras, pavores, ciúmes. ‘Cura’ significa, para Lucas, que tal
pessoa consegue novamente enxergar com toda a clareza, sendo libertada dos
demônios que a escravizam” (Anselm
Grün – Jesus, Modelo do ser humano – Loyola).
Pe.
João Bosco Vieira Leite