Sexta, 28 de agosto de 2026

(1Cor 1,17-25; Sl 32[33]; Mt 25,1-13) 21ª Semana do Tempo Comum.     

“O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo

e saíram ao encontro do noivo” Mt 25,1.

“Os exegetas sempre tentaram explicar o sentido do azeite. Muitos o interpretam como sendo as boas obras que devem juntar-se à fé (representada pelas tochas). Agostinho vê no azeite o símbolo da convicção que deve determinar a ação do cristão. Para ele, o azeite é imagem do amor. Não posso repartir a minha convicção com os outros. As moças prudentes não podem dividir o seu amor com as insensatas. Posso dividir com os outros o meu pão, o vinho, meus bens materiais e espirituais. Mas não posso impingir aos outros a minha convicção. Essa é uma tarefa individual. Por isso, Agostinho entende a parábola como uma advertência: devemos despertar em nós o amor que já está dentro de nós, mas do qual estamos muitas vezes isolados. Uma senhora que tinha refletido sobre o sentido do azeite em sua vida comentou depois num grupo: o azeite serve para requintar as comidas, e com azeite posso ungir o meu corpo. Ela viu nessa parábola a permissão de Jesus para permitir-se certos mimos, para tratar bem a si próprio, para não andar o tempo todo com a consciência pesada. Cada um quer interpretar o azeite à sua maneira, dependendo da própria experiência. E é legítimo que cada um medite sobre a parábola de Jesus, de acordo com o horizonte particular de sua experiência.” (Anselm Grün – Jesus, Mestre da Salvação – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite