(1Cor 1,17-25; Sl 32[33]; Mt 25,1-13) 21ª Semana do Tempo Comum.
“O Reino dos Céus é como a história das
dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo
e saíram ao encontro do noivo” Mt 25,1.
“Os
exegetas sempre tentaram explicar o sentido do azeite. Muitos o interpretam
como sendo as boas obras que devem juntar-se à fé (representada pelas tochas).
Agostinho vê no azeite o símbolo da convicção que deve determinar a ação do
cristão. Para ele, o azeite é imagem do amor. Não posso repartir a minha
convicção com os outros. As moças prudentes não podem dividir o seu amor com as
insensatas. Posso dividir com os outros o meu pão, o vinho, meus bens materiais
e espirituais. Mas não posso impingir aos outros a minha convicção. Essa é uma
tarefa individual. Por isso, Agostinho entende a parábola como uma advertência:
devemos despertar em nós o amor que já está dentro de nós, mas do qual estamos
muitas vezes isolados. Uma senhora que tinha refletido sobre o sentido do
azeite em sua vida comentou depois num grupo: o azeite serve para requintar as
comidas, e com azeite posso ungir o meu corpo. Ela viu nessa parábola a
permissão de Jesus para permitir-se certos mimos, para tratar bem a si próprio,
para não andar o tempo todo com a consciência pesada. Cada um quer interpretar
o azeite à sua maneira, dependendo da própria experiência. E é legítimo que
cada um medite sobre a parábola de Jesus, de acordo com o horizonte particular
de sua experiência.” (Anselm
Grün – Jesus, Mestre da Salvação – Loyola).
Pe.
João Bosco Vieira Leite