Quarta, 26 de agosto de 2026

(2Ts 3,6-10.16-18; Sl 127[128]; Mt 23,27-32) 21ª Semana do Tempo Comum.

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos,

mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão!” Mt 23,27.

“Ao chamar de sepulcros caiados os mestres da Lei e os fariseus, Jesus denunciava um fato de enorme gravidade: estes líderes, que se vangloriavam de serem exemplares na prática dos preceitos religiosos, contaminavam os que entravam em contato com eles. Tratava-se de uma revelação paradoxal! Os túmulos dos judeus eram pintados de branco para evitar que fossem tocados por inadvertência, pois isto resultava numa impureza que impedia a pessoas de participar das atividades religiosas. Este perigo era maior à noite, quando os túmulos ficavam menos visíveis, e obrigava as pessoas aos ritos de purificação. O cuidado com que os túmulos eram pintados e sua eventual suntuosidade exterior não eram suficientes para esconder a putrefação que continham no seu interior. O exterior escondia o que tinham no interior, e este era camuflado pelas aparências externas. A observação de Jesus era de um realismo inquestionável. Assim eram os mestres da Lei e os fariseus. Sua hipocrisia levava-os a se apresentarem externamente como homens virtuosos, quando, na verdade, estavam carregados de vícios e pecados. Resultado: quem se aproximava deles acabava sendo enganado. Não enveredam pelo caminho da virtude, antes acabavam sendo tragados por uma malícia indigna de quem quer ser fiel a Deus. – Pai, torna-me de tal modo transparente que meu íntimo possa ser revelado por meus gestos e atitudes. Livra-me de ser como um sepulcro caiado! (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite