(2Ts 3,6-10.16-18; Sl 127[128]; Mt 23,27-32) 21ª Semana do Tempo Comum.
“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus
hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de
mortos e de toda podridão!” Mt
23,27.
“Ao
chamar de sepulcros caiados os mestres da Lei e os fariseus, Jesus denunciava
um fato de enorme gravidade: estes líderes, que se vangloriavam de serem
exemplares na prática dos preceitos religiosos, contaminavam os que entravam em
contato com eles. Tratava-se de uma revelação paradoxal! Os túmulos dos judeus
eram pintados de branco para evitar que fossem tocados por inadvertência, pois
isto resultava numa impureza que impedia a pessoas de participar das atividades
religiosas. Este perigo era maior à noite, quando os túmulos ficavam menos
visíveis, e obrigava as pessoas aos ritos de purificação. O cuidado com que os
túmulos eram pintados e sua eventual suntuosidade exterior não eram suficientes
para esconder a putrefação que continham no seu interior. O exterior escondia o
que tinham no interior, e este era camuflado pelas aparências externas. A
observação de Jesus era de um realismo inquestionável. Assim eram os mestres da
Lei e os fariseus. Sua hipocrisia levava-os a se apresentarem externamente como
homens virtuosos, quando, na verdade, estavam carregados de vícios e pecados.
Resultado: quem se aproximava deles acabava sendo enganado. Não enveredam pelo
caminho da virtude, antes acabavam sendo tragados por uma malícia indigna de
quem quer ser fiel a Deus. – Pai, torna-me de tal modo transparente que
meu íntimo possa ser revelado por meus gestos e atitudes. Livra-me de ser como
um sepulcro caiado!” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite