Sexta, 17 de abril de 2026

(At 5,34-42; Sl 26[27]; Jo 6,1-15) 2ª Semana da Pascoa.

“Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus” Jo 6,4.

“O milagre da partilha do pão está inserido num contexto pascal. Seu simbolismo ajuda-nos a compreendê-lo. O Evangelho observa que ‘a páscoa, a festa dos judeus, estava perto’. A páscoa era a festa principal do calendário judaico. Recordava a libertação da escravidão egípcia e a entrada na Terra Prometida. Este episódio era considerado como a experiência fundante do povo de Israel, pois nele Deus se revelara como protetor e libertador do povo eleito. Outros elementos recordam a experiência do antigo Israel: o fato de Jesus se encontrar às margens do mar da Galileia e ter subido a uma alta montanha, onde se sentou com os discípulos. O Mar vermelho e o Monte Sinai são, aqui, evocados. O lugar deserto, onde se encontravam os ouvintes do Mestre, bem como a carência de alimentos e a posterior providência de Jesus para saciar a multidão também têm a ver com o fato de outrora. Tendo como pano de fundo esta ambientação pascal, a cena evangélica significa que é missão do Ressuscitado ser o guia da comunidade cristã a caminho da Terra Prometida – a casa do Pai. O povo congregado em torno de Jesus é chamado a ser um povo de irmãos e irmãs para as quais a partilha solidária é uma exigência irrenunciável. Mesmo sendo muitos, ninguém será vítima do abandono ou da fome. Aqui, o egoísmo não pode ter vez! A Páscoa de Jesus convida-nos, pois, a renovar nossa condição de povo de Deus. – Pai, que a Páscoa de Jesus renove em mim a consciência de pertencer a teu povo, cuja existência deve se pautar pela caridade e pela partilha solidária (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).    

Pe. João Bosco Vieira Leite