(At 6,1-7; Sl 32[33]; Jo 6,16-21) 2ª Semana da Páscoa.
“Irmãos, é melhor que escolhais entre
vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria,
e nós os encarregaremos dessa tarefa” At 6,3.
“Uma
viúva pode também hoje, em muitas ocasiões, viver uma situação existencial e
dolorosa. Nos tempos antigos, como se sabe, sofrimentos e preocupações eram
agudizados pela estrutura predominantemente masculina da sociedade: uma mulher
sem o amparo do marido ficava à mercê de tudo e de todos. A comunidade cristã
deve enfrentar o problema da ajuda às viúvas de língua grega. Um problema de
tipo econômico, mas provavelmente também cultural e de integração entre as duas
componentes da primeira comunidade: a judeu-palestina e a helenista.
[Compreender a Palavra:] As tensões no interior da comunidade cristã de
Jerusalém, causadas pela insuficiente atenção às necessidades das viúvas de
língua grega, requerem uma intervenção resolutiva: daí a escolha de algumas
pessoas capazes para atender às necessidades dessas pessoas que, como é fácil
de compreender, vêm na sua maioria da mesma proveniência cultural de quem está
em apuros. Entre essas pessoas é sublinhada a presença de Estevão e de Filipe
(cf. At 8,5-8.26-40). As características interiores são julgadas pelos doze
requisitos essenciais nestes colaboradores, em particular a plenitude do
Espírito e a sabedoria ética (v. 3), características de resto muito superiores
às necessárias para um puro serviço assistencial. A escolha dos diáconos
acontece num quadro de grande sucesso de adesão à fé cristã que culmina em
Jerusalém com a conversão em massa dos funcionários do culto judaico. Também
este trecho sublinha uma das diretrizes caras em Lucas: a difusão da Palavra de
Deus enquanto sinal da consolidação da comunidade cristã. Ela aparece como
prossecução ideal e efetiva do Israel histórico sob o perfil da relação com
Deus” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite