Quarta, 8 de abril de 2026

(At 3,1-10; Sl 104[105]; Lc 24,13-35) Oitava de Páscoa.

“Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía” Lc 24,30.

“Hoje, quarta-feira entre a Oitava de Páscoa, a liturgia faz-nos meditar sobre outro encontro singular do Ressuscitado, o que teve com os dois discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35). Quando, desconfortados pela morte do seu Mestre, regressavam para casa, o Senhor fez-se seu companheiro de caminho sem que eles o reconhecessem. As suas palavras, a comentar as Escrituras que lhe dizem respeito, tornaram fervorosos os corações dos dois discípulos que, tendo chegado ao destino, lhe pediram para permanecer com eles. Quando, no final, Ele ‘tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e lho deu’ (v. 30), os seus olhos abriram-se. Mas naquele mesmo momento Jesus subtraiu-se ao seu olhar. Portanto, reconheceram-no quando Ele despareceu. Ao comentar este episódio evangélico, Santo Agostinho observa: ‘Jesus parte o pão, reconhecem-no. Então nós já não dizemos que não conhecemos o Cristo! Se cremos, conhecemo-lo! Aliás, se cremos, temo-lo! Tinham Cristo à sua mesa, nós temo-lo na nossa alma!!’. E conclui: ‘Ter Cristo no próprio coração é muito mais que tê-lo na própria casa: de fato, o nosso coração é-nos mais íntimo do que a nossa casa’ (Discurso 232, VII,7). Procuremos realmente levar Jesus no coração” (Bento XVI – Um Caminho de Fé Antigo e sempre Novo – Vol. III – Mokai)

 Pe. João Bosco Vieira Leite