Sexta, 03 de abril de 2026

(Is 52,13—53,12; Sl 30[31]; Hb 4,14-16; 5,7-9; Jo 18,1—19,42) Paixão do Senhor.

“Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: ‘Tu és o rei dos judeus?’” Jo 18,33.

“A paixão revelou a dignidade real de Jesus, embora, tenha havido uma radical contradição entre a interpretação de Jesus e a dos inimigos e algozes. Ao ser interrogado por Pilatos, Jesus respondeu: ‘Eu sou rei’, depois de fazer a autoridade romana concluir, por si mesma: ‘Tu o dizes!’.  A soldadesca insana ultrajou Jesus, servindo-se de mímicas burlescas próprias de uma investidura real: colocaram-lhe uma coroa de púrpura. A seguir, prostraram-se, ironicamente, diante dele, saudando-o como rei dos judeus. Por ordem de Pilatos, foi preparada uma inscrição, em três línguas, para ser afixada sobre a cabeça de Jesus, indicando a causa da condenação: ‘Jesus nazareno, rei dos judeus’. Alertado a mudar o teor da inscrição, Pilatos apelou para a sua autoridade: ‘O que escrevi, está escrito’. O evangelista observa que muitos judeus leram a inscrição, por ter sido crucificado perto da cidade. O Mestre, porém, tinha consciência de que seu Reino não era deste mundo, e estava estruturado de maneira diferente. Fundava-se na fraternidade, na justiça, na partilha, no perdão reconciliador. Os reinos deste mundo não serviam de modelo para Jesus fazer os discípulos entenderem o que se passava com o seu Reino. Por conseguinte, nem Pilatos nem os judeus tinham condições de compreender em que sentido Jesus era rei. – Pai, confirma minha condição de discípulo do Reino instaurado por Jesus na história humana, fazendo-me acreditar sempre mais na força da justiça e do amor (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).


Pe. João Bosco Vieira Leite