(At 2,35-41; Sl 32[33]; Jo 20,11-18) Oitava de Páscoa.
“Jesus perguntou-lhe: ‘Mulher, por que
choras? A quem procuras?’” Jo 20,15a.
“Jesus
ressuscitou, mas, antes de voltar definitivamente ao Pai, quis aparecer
repetidas vezes entre os seus e conversar com eles, para confirma-los na
certeza de sua ressurreição. E, por primeiro, quis aparecer a Maria Madalena,
que tinha passado muito tempo ‘junto do sepulcro, e chorando’. É que,
comumente, os consolos que Deus concede às pessoas que vivem sua
espiritualidade não conseguem senão depois da própria purificação, chorando os
próprios pecados ou submetendo-se voluntariamente aos dissabores do sofrimento
por amor a Deus. Maria Madalena estava chorando junto ao sepulcro a morte de
Jesus, por aquela separação do seu Senhor, que para ela parecia dever ser
definitiva. Porém Maria estava enganada e, assim, em primeiro lugar são os
anjos que lhe chamam a atenção sobre a razão de seu pranto: ‘Mulher, por que
choras?’ Não existe razão para isso, pois aquele que fora sepultado aqui já não
está no sepulcro, porque ressuscitou; não existe, portanto, motivo para choro,
e sim para a alegria. Depois é o próprio Jesus que lhe aparece e lhe dirige a
mesma pergunta: ‘Por que choras?’ Não me perdeste; eis-me aqui. Não é uma
atitude má que você chore por seus pecados, porque por causa deles você perdeu
Jesus. Mas, se você já se arrependeu sinceramente e os confessou com dor e
penitência, já recuperou a graça, a amizade de Jesus; por que, então, continuar
vertendo essas lágrimas?” (Alfonso
Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano –
Ave-Maria).
Pe. João Bosco Vieira Leite