Terça, 07 de abril de 2026

(At 2,35-41; Sl 32[33]; Jo 20,11-18) Oitava de Páscoa.

“Jesus perguntou-lhe: ‘Mulher, por que choras? A quem procuras?’” Jo 20,15a.

“Jesus ressuscitou, mas, antes de voltar definitivamente ao Pai, quis aparecer repetidas vezes entre os seus e conversar com eles, para confirma-los na certeza de sua ressurreição. E, por primeiro, quis aparecer a Maria Madalena, que tinha passado muito tempo ‘junto do sepulcro, e chorando’. É que, comumente, os consolos que Deus concede às pessoas que vivem sua espiritualidade não conseguem senão depois da própria purificação, chorando os próprios pecados ou submetendo-se voluntariamente aos dissabores do sofrimento por amor a Deus. Maria Madalena estava chorando junto ao sepulcro a morte de Jesus, por aquela separação do seu Senhor, que para ela parecia dever ser definitiva. Porém Maria estava enganada e, assim, em primeiro lugar são os anjos que lhe chamam a atenção sobre a razão de seu pranto: ‘Mulher, por que choras?’ Não existe razão para isso, pois aquele que fora sepultado aqui já não está no sepulcro, porque ressuscitou; não existe, portanto, motivo para choro, e sim para a alegria. Depois é o próprio Jesus que lhe aparece e lhe dirige a mesma pergunta: ‘Por que choras?’ Não me perdeste; eis-me aqui. Não é uma atitude má que você chore por seus pecados, porque por causa deles você perdeu Jesus. Mas, se você já se arrependeu sinceramente e os confessou com dor e penitência, já recuperou a graça, a amizade de Jesus; por que, então, continuar vertendo essas lágrimas?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite