(At 2,14.22-32; Sl 15[16]; Mt 28,8-15) Oitava de Páscoa.
“Dizei que os discípulos dele foram
durante a noite e roubaram o corpo enquanto vós dormíeis” Mt 28,13.
“Os
judeus adeptos da sinagoga divulgaram falsas explicações a respeito da
ressurreição de Jesus no contexto da controvérsia com os cristãos. Foram
tentativas de esvaziar o elemento central da fé cristã, reduzindo ao descrédito
tudo quanto se dizia a respeito do Senhor. Com isto, buscava-se dar um
xeque-mate no que se configurava como uma nova seita no interior do judaísmo.
Uma falsa explicação consistiu em dizer que os discípulos haviam roubado o
corpo de Jesus, num momento de descuido dos soldados romanos que vigiavam o
sepulcro. O túmulo vazio, portanto, resultava de uma fraude grosseira. Os
cristãos rebateram tal acusação. Os soldados prestaram-se para mentir,
grosseiramente, por terem sido subornados. O dinheiro fê-los ocultar a verdade
e propagar uma reconhecida mentira! Ao receber a falsa acusação, os cristãos
tornavam seus acusadores testemunhas do evento maravilhoso acontecido com
Jesus. Eles sabiam que o corpo do Mestre não se encontrava mais no sepulcro,
embora desconhecessem como isto acontecera. Também desconheciam as reais
dimensões do que se passara. Tinham apenas consciência de não terem tirado o
corpo de Jesus do sepulcro. Faltava-lhes ainda saber que tinha sido o Pai quem
o ressuscitara. – Pai, faze-me compreender que a ressurreição de Jesus é obra
do teu amor por ele e por toda a humanidade” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso
de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe. João Bosco Vieira Leite