(1Sm 16,1-13; Sl 88[89]; Mc 2,23-28) 2ª Semana do Tempo Comum.
“Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu
Davi na presença dos seus irmãos. E, partir daquele dia,
o espírito do Senhor se apoderou de
Davi...” 1Sm
16,13.
“Segundo
uma pedagogia muito conhecida na Escritura, a opção de Deus recai sobre o mais
pequeno. Deus não olha para o aspecto físico nem para a força, mas para o
coração. Assim Samuel é guiado por Deus a deixar de lado sete filhos de Jessé e
a escolher o oitavo, Davi, o mais pequeno, ignorado nos campos a guardar o
rebanho enquanto o profeta visita a sua família. [Compreender a Palavra:] A
cena da unção de Davi recorda Saul (cf. 1Sm 9,10). Em ambos os casos existe uma
ordem divina e o contexto da eleição é uma refeição sacrificial; também o gesto
de unção é comum. O pormenor dos animais é curioso: Saul procurava as jumentas
(sinal de realeza), Davi apascenta o rebanho (outro sinal clássico da realeza,
enquanto o rei é o pastor do povo). Entre os dois episódios existem notáveis
diferenças. A mais importante diz respeito à identidade do escolhido, cujas
características não correspondem de modo algum às de um rei, o qual, antes de
mais, era o chefe do exército. Não há nenhum sinal em Davi que faça pensar num
sucessor de Saul. Pelo contrário, ele tem um aspecto de um adolescente, mas
sobre ele repousa o Espírito e a escolha do Senhor. Nota-se a dificuldade de
Samuel que primeiro julga só com olhos humanos e, depois, se deixa guiar
docilmente pelo Senhor na escolha do Seu eleito” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite