(1Sm 9,1-4.17-19; 10,1; Sl 20[21]; Mc 2,13-17) 1ª Semana do Tempo Comum.
“Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: ‘Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes.
Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores” Mc 2,17.
“Reaparecem neste texto evangélico alguns temas já encontrados nos primeiros capítulos da narração de Marcos: o mar (lugar onde Jesus chamou os seus primeiros discípulos); a multidão (que de novo rodeia Jesus); o ensinamento (característica que distingue o Mestre dos escribas). O evangelista narra agora um novo chamamento, o de Levi, um homem chamado publicano e, portanto, pecador público. Em seguida, Jesus partilha o banquete com os pecadores, explicitando o sentido da Sua missão. [Compreender a Palavra:] A vocação de Levi está escondida nos verbos que Marcos utiliza. Jesus ‘vê’, isto é, conhece, olha em profundidade. Depois é dito o nome do homem: Levi; diz-se qual é o seu trabalho, um cobrador de impostos, um trabalho pouco nobre. Nesta altura a Palavra de Jesus dispara como uma frecha, ordenando a Levi que O ‘siga’. Sem solução de continuidade, o homem obedece (‘Ele levantou-se e seguiu Jesus’) e a Palavra de Jesus realiza-se. Aquele que estava sentado atrás de um posto de cobrança é convidado a levantar-se e a começar uma vida nova. O segundo quadro coloca em cena, na casa de Levi, um grupo de amigos, publicanos e pecadores, desprezados pelos escribas e pelos fariseus. A comunhão que o banquete simboliza mostra uma característica da missão de Jesus: a atenção e a misericórdia para com os pecadores. São mesmo eles, como os doentes necessitados de médico, que precisam, mais do que outros, da intervenção salvífica do Filho de Deus” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).
Pe. João Bosco Vieira Leite