(1Jo 2,29—3,3,6; Sl 97[98]; Jo 1,29-34) Tempo do Natal.
“No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” Jo 1,29.
“A proclamação de João Batista: ‘Eis o Cordeiro de Deus’ sublinha a função salvadora de Jesus, presente desde o início de seu ministério. Como pano de fundo desta imagem de Jesus-Cordeiro de Deus está a tradição do êxodo, suporte de toda a teologia bíblica. Dois textos do evangelho joanino aludem à imagem enunciada pelo Batista. O primeiro é o discurso eucarístico no qual, ao falar em ‘comer a minha carne e beber o meu sangue’, Jesus referia-se a si mesmo como o cordeiro imolado na cruz, à semelhança do cordeiro sacrificado por ocasião da Páscoa. Na ceia pascal, os judeus comem a carne do cordeiro, recordando a libertação do Egito. No passado, o sangue do cordeiro, aspergido nos frontais das casas, indicava pertença ao povo eleito, e o livrava do castigo divino. O que o cordeiro pascal representou para o antigo Israel, Jesus representa para o verdadeiro Israel, cuja origem foi seu serviço obediente ao Pai. O segundo corresponde à cena da cruz, quando Jesus foi traspassado pela lança. O evangelista recorda ter sido a tarde do dia em que faziam os preparativos para a Páscoa o momento em que, com golpe de lança, um soldado transpassou o peito de Jesus, sem lhe quebrar nenhum osso. Ou seja, na hora da imolação do cordeiro para a celebração da páscoa nas famílias, seguindo o rito como o cordeiro deveria ser sacrificado. Portanto, imolado na cruz, Jesus cumpriu o papel de Cordeiro de Deus ‘que tira o pecado do mundo’. – Pai, que eu possa acolher a salvação realizada por teu Filho Jesus, o qual veio abolir todo pecado deste mundo, que o meu pecado também seja abolido!” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe. João Bosco Vieira Leite