(2Sm 11,1-10.13-17; Sl 50[51]; Mc 4,26-34) 3ª Semana do Tempo Comum.
“Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e
a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece” Mc 4,24.
“Quando
Jesus proclamava o Reino de Deus, seus ouvintes eram tentados a ligar esse
Reino a feitos grandiosos. A opressão a que estavam submetidos, havia séculos,
fizeram-nos alimentar um anseio de libertação urgente. A pregação de Jesus veio
de encontro a este anseio. O povo queria ver a libertação acontecer por meio de
fatos concretos. O primeiro deles seria o fim da dominação romana e do sistema
de privilégios acobertado por ela. Aguardavam, pois, a implantação de uma
sociedade sem excluídos. Jesus, porém, dava mostras de não estar interessado em
se envolver numa briga com os romanos. Contentava-se em conclamar o povo para a
fraternidade, promovendo uma batalha sem tréguas contra toda a forma de
egoísmo. Além disso, ao curar as doenças do povo e exorcizar os possessos
buscava tirar as pessoas da marginalização, religiosa e social, a que estavam
relegadas, recuperando-as para a plena participação. A parábola do grão que
cresce fora do controle do agricultor chama a atenção para a eficácia do Reino
que age de maneira escondida nos meandros da história humana. Desta forma,
Jesus questionava seus ouvintes, desafiando-os a terem uma sensibilidade mais
apurada para o que estava acontecendo. Estando bem atentos, haveriam de se dar
conta de que a opressão estava sendo minada em seus alicerces, e que o tão
sonhado mundo novo da fraternidade já havia despontado. – Pai, dá-me
sensibilidade para perceber teu Reino acontecendo no meio de nós, aí onde
lutamos para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite