Terça, 13 de janeiro de 2026

(1Sm 1,9-20; Sl 1Sm 2; Mc 1,21-28) 1ª Semana do Tempo Comum.

“E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: ‘O que é isso? Um ensinamento novo,

dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, eles lhe obedecem!’” Mc 1,27.

“A autoridade de Jesus em sua pregação está aliada à autenticidade de seus gestos e palavras. É impossível perceber incoerência entre as palavras e os gestos de Jesus. Jesus procura curar o sofrimento existencial das pessoas que se manifesta na divisão entre puros e impuros, ricos e pobres, letrados e ignorantes. Quando Jesus prega, suas palavras geram liberdade, saúde mental e desejo de segui-lo. Ele liberta as multidões de uma religião do medo, do susto, do infantilismo. Realmente, as palavras e gestos de Jesus não são institucionalizados. Não estão ligados ao templo e nem a nenhum rabino conhecido. O poder manifesto em Jesus procede dele mesmo. Não procede da doutrina que ensina. Jesus não se apresenta como vendedor de crenças, ideologias, nem mesmo um ‘papagaio’ a repetir lições aprendidas nas escolas rabínicas. Não é o momento de retornar a Jesus e aprender a ensinar como Ele falava e agia? (José Antonio Pagola). O caminho de retorno a Jesus é longo, pois exige que nos desvencilhemos de nossas pesadas armaduras, de nossos carunchos, de nossos limos, de nossas crostas que fomos adquirindo e colocando sobre as palavras e os gestos de Jesus. Viramos instituição. Isto nos fez pensar muitas vezes que nossos gestos e palavras se pareciam com os gestos e as palavras de Jesus. Diante desse contexto, a nossa tarefa nos diferentes âmbitos de nossas comunidades e da sociedade é seguir os passos de Jesus. Ele dá autoridade libertadora aos nossos gestos e palavras. – Ó Pai querido, que nossos cultos não ofusquem a beleza do ser humano e procuremos libertar as pessoas de todo mal, pela autoridade e gestos e palavras de Jesus. Amém! (Gilberto Orácio de Aguiar – Meditações para o dia a dia [2017] – Vozes).  

 Pe. João Bosco Vieira Leite