(1Sm 15,16-23; Sl 49[50]; Mc 2,18-22) 2ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus respondeu: ‘Os convidados de um
casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles?
Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar” Mc 2,19.
“A
intransigência dos fariseus, quanto à prática do jejum, foi firmemente
rejeitada por Jesus. Para darem prova de piedade, certos fariseus e certos
discípulos de João Batista exageravam na prática de jejuns obrigatórios. E se
admiravam por que os discípulos de Jesus não faziam o mesmo. O jejum tem uma
forte conotação de penitência, de recolhimento e de interiorização. Em torno
desta prática, cria-se um clima especial que ajuda o jejum a atingir seu
objetivo: levar a pessoa a se tornar senhora de si mesma, dominar seus
instintos e suas paixões. Embora desejando que os discípulos tivessem
autocontrole, Jesus preferia que, em torno dele, houvesse um clima festivo de
alegria. Daí ter falado de sua presença no meio deles servindo-se da metáfora
da festa de casamento. Era assim que a piedade popular entendia os tempos
messiânicos. Os ditados a respeito de vestidos e vinhos novos e velhos também
situam-se neste ambiente de festa. A presença do Messias Jesus deveria
levar o discípulo a superar toda tristeza. Com o Mestre, renascia esperança,
pois a Boa Nova do Reino descortinava um horizonte novo. Por conseguinte, seria
insensato ficar multiplicando jejuns e penitências, quando era tempo de
empenhar-se, festivamente, na vivência do amor e da fraternidade. – Pai,
a presença de Jesus na nossa história é motivo de grande alegria. Que a minha
alegria consista em construir um mundo do amor e de fraternidade, como ele nos
ensinou” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite