Terça, 30 de junho de 2026

(Am 3,1-8; 4,11-12; Sl 5; Mt 8,23-27) 13ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus respondeu: ‘Porque tendes tanto medo, homens fracos na fé?’ Então, levantando-se,

ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria” Mt 8,26.

“Reprimenda que tantas vezes ter-nos-á dirigido o Senhor ali no fundo de minha consciência e da sua. Temos muito pouca fé, temos olhado muito pouco para ele, desencaminhados por aparências enganosas. Em nossa vida espiritual, repete-se com frequência esta circunstância angustiante, seja diante da dor, de uma dificuldade, de uma tentação... Não temos fé suficiente, somos homens de pouca fé e merecemos a reprimenda do Senhor. Deveríamos rezar com maior frequência o versículo do salmo que diz: ‘Dominais o orgulho do mar, amainais suas ondas revoltas’ (salmo 88,10). Essa nossa fé apoucada nós a projetamos também na vida da Igreja. A barca da Igreja parece que, em determinadas circunstâncias, está enchendo-se de água a ponto de naufragar. Mas isto vem acontecendo há vinte séculos e, apesar de encher-se de água continuamente, nunca chega a naufragar, jamais vai a pique. Mas nós tememos pela Igreja; parece-nos que a Igreja de hoje não é mais a Igreja de ontem, já não é a Igreja de Cristo. Vemos muitas misérias na Igreja; queixamo-nos que as coisas mudaram substancialmente, que já não existe espiritualidade, recolhimento, interioridade, observância, em uma palavra: não existe entrega ao Senhor. Diante de tantos escândalos e tantas deficiências, tememos e angustiamo-nos e clamamos: Senhor! Salva tua Igreja! E ainda que algumas vezes, ou durante algum tempo, Jesus pareça como que adormecido na barca de sua Igreja, não devemos perder a confiança na proteção de seu Espírito, que vela por sua Igreja. Quando Jesus se levantou e mandou aos ventos e às ondas que se acalmassem, sobreveio imediatamente a paz e a tranquilidade. A alma que se lança incondicionalmente nos braços de Deus não conhece o que sejam as angústias espirituais; a paz, a tranquilidade, a serenidade são o clima no qual vive e do qual usufrui” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite