Segunda, 22 de junho de 2026

(2Rs 17,5-8.13-15.18; Sl 59[60]; Mt 7,1-5) 12ª Semana do Tempo Comum.

“Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes;

e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes” Mt 7,2.

“Quão fáceis somos em conceder a nós mesmos o certificado de boa conduta! Quão compreensivos, quão indulgentes, quão bondosos somos com nós mesmos, quão rapidamente descobrimos explicações, justificativas para nós e nossos atos! Pelo contrário, que norma tão diferente e oposta nos rege, quando se trata dos outros! Para ver os defeitos dos outros, somos rápidos; para ver e reconhecer nossas deficiências e nossas falhas, somos praticamente cegos. Algumas vezes Deus permite que cheguem aos nossos ouvidos as críticas que os outros fazem sobre o nosso modo de proceder. Por que não nos questionamos se isso está ocorrendo porque anteriormente tenhamos criticado isso mesmo nos outros? Quem semeia ventos, colhe tempestades; as tempestades contra nós, que às vezes descobrimos, não obedecerão aos ventos que nós mesmos desatamos contra os outros? Queixamo-nos e nos sensibilizamos, e ficamos magoados ao ver que não somos devidamente apreciados ou valorizados, não nos levam em consideração ou nem nos respeitam; e não será isso o fruto dessas mesmas atitudes que tenhamos adotado em relação aos outros?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite