(Lm 2,2.10-14.18-19; Sl 73[74]; Mt 8,5-17) 12ª Semana do Tempo Comum.
“Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um
oficial romano aproximou-se dele, suplicando” Mt 8,5.
“Um
traço característico da ação de Jesus foi a sua solidariedade com os pobres e
sofredores. O Evangelho recorre à figura do Servo de Javé, descrita por Isaías,
para compreender este aspecto do ser de Jesus. Referindo-se a este Servo, o
profeta constatava: ‘Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e assumiu
nossas doenças’. Tomou o lugar dos sofredores, aceitando expiar-lhes as culpas
e pecados, já que a doença era interpretada como uma forma de punição divina
devida a alguma ofensa feita a Deus. A isto se dá o nome de sacrifício vicário.
A ação de Jesus espelha-se na solidariedade do Servo. Existe, porém, uma
diferença entre ambos. Jesus cuidou de eliminar tudo quanto massacrava o ser
humano, privando-o de sua dignidade. Sua ação libertadora visava restaurar a
humanidade, oprimida pelas doenças e enfermidades, e seus respectivos
preconceitos, em suma, o ser humano oprimido pelo mal. Assim, a ação de Jesus
foi mais efetiva do que o sacrifício vicário do Servo. A solidariedade do
Mestre colocou-o em contato com toda a sorte de pessoas atribuladas: o soldado
romano, a cuja casa predispôs-se a ir, para curar-lhe o servo, embora ambos
fossem pagãos; a sogra de Pedro, cuja mão tocou, para curá-la da febre, embora
o preconceito dos rabinos contra as mulheres impedisse tal gesto; os possessos,
endemoniados e enfermos, aos quais curou com uma palavra cheia de poder.
– Pai, a solidariedade de Jesus com os doentes e sofredores foi
exemplar. Faze-me também ser solidário com quem necessita ser libertado de suas
opressões” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite