(2Rs 19,9-11.14-21.31-36; Sl 47[48]; Mt 7,6.12-14) 12ª Semana do Tempo Comum.
“Protegerei esta cidade e a salvarei em
atenção a mim mesmo e ao meu servo Davi” 2Rs 19,34.
“Esta
página da Bíblia, repleta de acontecimentos dolorosos, recorda que depois de
haver destruído o poder e a identidade nacional do reino do Norte, os Assírios,
em 701 a.C., ameaçaram também Jerusalém. O piedoso rei Ezequiel, ao contrário
do ímpio Acaz, seu pai, não se deixa atemorizar pela arrogância humana, mas
confia no Deus de Israel e na Palavra que lhe foi anunciada pelo profeta
Isaías: Deus é fiel ao Seu amor e às Suas promessas. [Compreender a Palavra:]
Para além dos episódios de guerra, ameaças, desafios, assédios, batalhas e
derrotas, os fatos narrados não são simplesmente ‘história’, mas História da
Salvação e, como tais, são narrados para comunicar um significado religioso: o
olhar profético lê na História um enredo de salvação que permanece invisível
para quem está privado de olhos de fé. A ótica puramente humana está
representada por Senequerib, o soberano assírio que raciocina segundo
parâmetros simplesmente militares e por isso acha o seu exército capaz de
atacar e exterminar qualquer adversário, pelo que manda dizer Ezequias: ‘Não te
deixes enganar pelo teu Deus, em quem confias...’ (2Rs 19,10). O poder bélico
representa a arrogância humana, que desafia Deus com a pretensão de se
substituir a Ele, e insinua a dúvida, apresentando a dimensão da fé, pelo
contrário, lê nos acontecimentos humanos (neste caso, numa epidemia que
debilita as forças inimigas), o fato providencial que leva a cumprimento o
desígnio do Senhor” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] –
Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite