Quinta, 04 de junho de 2026

(Dt 8,2-3.14-16; Sl 147[147B]; 1Cor 10,16-17; Jo 6,51-58) Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

“Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,54.

“Jesus é a Palavra que se tornou carne, ‘o pão descido do Céu’ que dá vida ao mundo (v. 51). A oferta que Ele faz de Si mesmo na morte prolonga-se na Eucaristia. Aos judeus que murmuram, Jesus reafirma que para ter a vida eterna se deve ‘comer a Carne do Filho do homem’ e ‘beber o seu Sangue’ (vv. 52-53). A carne que se deve comer identifica com Jesus (vv. 54-56), o enviado do Pai (v. 57). Ele é o verdadeiro maná descido do céu que dá vida (v. 587). Jesus identifica-se com o ‘pão descido do céu’ (v. 51); Ele é a Palavra de Deus que responde à necessidade profunda de viver que habita em cada ser humano. O pão descido do Céu é de fato a ‘carne’ (v. 51b), o Filho de Deus que na sua humanidade concreta, frágil e indefesa à morte por amor. Ao ouvir estas palavras os judeus escandalizam-se (cf. 52), porque a Lei proibia comer carne juntamente com sangue. Mas Jesus reafirma que a Sua entrega se torna fonte de ‘vida’ para o mundo (vv. 53,54). Por isso ‘quem come a sua carne’ e ‘bebe seu sangue’ entra em comunhão com este gesto de amor, que tem a sua fonte no Pai (vv. 56-57). Uma mesma corrente de vida parte de Deus, o Pai e, através de Jesus, o Filho, derrama-se no crente que entra, mediante a fé e a experiência eucarística, em comunhão com Ele. Mediante a comunhão com Jesus, o crente que come a Sua carne e bebe o Seu sangue entra em comunhão com o Pai, fonte última da vida” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus).      

Pe. João Bosco Vieira Leite