Sábado, 6 de junho de 2026

(2Tm 4,1-8; Sl 70[71]; Mc 12,38-44) 9ª Semana do Tempo Comum.

“Eles [os escribas] devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações.

Por isso eles receberão a pior condenação” Mc 12,40.

“A fala de Jesus sempre exorta à simplicidade e à humildade. Ele fala forte contra quem tenta se aproveitar dos menores, dos mais frágeis, especialmente daqueles que utilizam para isso a fé e a religião, que deveriam justamente defender a quem necessita, não extorquir. Na sequência desse texto (cf. Mc 12,38-44), Jesus elogia a disposição de uma viúva pobre que doa simples duas moedinhas, mas que eram tudo o que ela tinha. O que estamos dispostos a oferecer para a construção do Reino de Deus? Somente o que nos sobra, ou tudo o que temos e somos? Temos a coragem e a confiança necessárias para oferecer o nosso tempo, os nossos sonhos, projetos, a nossa força para em comunhão concretizarmos esse mundo de paz, solidariedade e fraternidade? Ou apenas procuramos lucrar com a fé? Exigimos, de Deus e dos que creem, que nos sirvam aos nossos propósitos? Mesmo a nossa fé só tem sentido na dinâmica da gratuidade. A oração pelo irmão não é uma energia que geramos e ‘enviamos’ a ele, mas é celebração de ‘comunhão’, é reconhecer que, como num corpo, um membro doente afeta o corpo todo. Isso é comunhão de vida e de fé. Jesus atenta para os que que se movem por interesses, sem pensar no corpo. Aqueles que deixam falar mais alto segundas e terceiras intenções. Incapazes da gratuidade, são incapazes de amar. – Louvado sejas, nosso Senhor, pela constância em nossas vidas, pela presença compassiva e misericordiosa que ilumina o que somos e o que fazemos. Queremos, Senhor, assumir em nossa vida esse senso de pertença, de comunhão, de entrega e comprometimento com o outro. Que nunca deixemos o necessitado abandonado, que nunca nossa cobiça fale mais alto, principalmente diante do pobre, que jamais nosso coração se endureça ou nos falte misericórdia e compaixão. Amém!  (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2017] Vozes).

Pe. João Bosco Vieira Leite