Quinta, 06 de abril de 2017

(Gn 17,3-9; Sl 104[105]; Jo 8,51-59) 
5ª Semana da Quaresma.

A figura de Abraão aparece na 1ª leitura em seu chamado e sua vocação. Pai de uma posteridade será ele, dos que acreditaram na Palavra de Deus e se colocaram a caminho de uma terra prometida. É de sua alegria que Jesus faz menção no evangelho, pois da eternidade em que vive vislumbrou, de sua descendência humana, alguém que reconduzirá o Povo de Deus pela força da mesma Palavra e da sua Paixão: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte” (Jo 8,51). Jesus é o Senhor da vida, presente na vida do ser humano desde a criação, uma realidade difícil de ser captada por quem não se convenceu de sua origem divina.


 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 05 de abril de 2017

(Dn 3,14-20.24.49.91-92.95; Sl Dn 3; Jo 8,31-42) 
5ª Semana da Quaresma.

Na resistência dos três jovens ao rei Nabucodonosor do texto de Daniel, encontramos um vislumbre do modo como Jesus se mantém firme em sua fidelidade ao Pai, mesmo que os judeus não acreditem na sua origem divina. Não acreditam porque não conhecem a Deus de fato, trazem consigo uma imagem de Deus tecida pela tradição sem permitir iluminá-la pelos novos fatos que estão presenciando, fechando-se em si mesmo. Assim nos encontramos algumas vezes, por resistirmos a certas mudanças no nosso itinerário quando a vida começa a nos ‘bater’ e nós não sabemos por que estamos apanhando. Se há uma resistência a que devemos nos agarrar é a de que Deus não nos deixará sozinhos se permanecermos em comunhão com Ele e atentos aos sinais que nos oferece.   


Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 04 de abril de 2017

(Nm 21,4-9; Sl 101[102]; Jo 8,21-30) 
5ª Semana da Quaresma.

Jesus segue em seu diálogo com as autoridades da época e vai construindo ou revelando a sua identidade aos que o cercam. Ele menciona que quando for elevado saberemos que Ele é. A liturgia faz uma ligação com o episódio das serpentes no deserto e na cura encontrada na serpente de bronze que foi elevada. O pecado nos morde quando nos esquecemos de Deus, de sua ação em nossa vida e murmuramos em meio a rotina que criamos, como se Deus fosse o culpado. Contemplar e deixar-se curar, é o que faremos na sexta-feira Santa. Só o amor de Deus por nós pode nos restabelecer das quedas do caminho. Queremos reencontrar com a sua misericórdia manifestada em Cristo Jesus e pedir perdão pelas besteiras que fizemos ou dissemos. 

 Pe. João Bosco Vieira Leite