Quinta, 03 de dezembro de 2015

(Is 26,1-6; Sl 117[118]; Mt 7,21.24-27) 
São Francisco Xavier, missionário da Ásia.

O Advento começa quatro domingos antes do natal e termina no dia 24 de dezembro. A cor das vestes litúrgicas é o roxo. É tempo de reflexão mais intensa, de penitência e purificação. Pela justiça e pela verdade preparando “os caminhos do Senhor”. Há atualmente um grande esforço para uma intensa evangelização do Advento e recristianização do Natal. Lembremos a novena do natal que visa não apenas angariar doações para os pobres, mas antes motivar os cristãos para uma verdadeira celebração natalina a partir da qual nasçam gestos concretos de ajuda fraterna. São fundamentalmente três os desvios nesse tempo: a comercialização, o materialismo e o tradicionalismo familiar e social.
                O profeta hoje nos fala dessa cidade fortificada que Deus constrói para nós em sua palavra para viver na justiça e na paz. O profeta ver, por essas imagens a ação de Deus em favor do seu povo, ao mesmo tempo em que esse povo busca viver a partir das suas indicações. O tempo do Advento quer também renovar o nosso compromisso com Aquele que vem pela fiel escuta de sua Palavra. O evangelho retoma esse mesmo pensamento nas palavras de Jesus. Nossa vida de fé é sustentada não só pela escuta, mas também pelo esforço de praticar a palavra e a partir dela construir a própria vida. Assim não sofrerá abalos críticos quando as chuvas e os ventos lhe forem contrários. A vida exige prudência, sob medida, sem exageros.

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 02 de dezembro de 2015

(Is 11,1-10; Sl 71[72]; Lc 10,21-24)
1ª semana do advento.
Ao participarmos da missa nesse último fim de semana, já ouvimos falar um pouco sobre esse tempo de preparação para o Natal que “funciona” como uma pequena quaresma, tendo, em parte, um caráter penitencial, menor do que aquele da quaresma, ao mesmo tempo em que busca renovar as nossas esperanças. A Esperança é o tema central desse período e ela se reflete nos textos bíblicos, como esse de Isaias que fala a um povo a partir de suas realidades existências como a fome, o temor da morte e o conflito entre os povos. São imagens belíssimas que refletem o desejo, a esperança e a certeza de que Deus agirá em nosso favor.
A realização das promessas de Deus têm em Jesus a sua concretização por sua misericórdia para com os enfermos e o cuidado, como pastor, pela fome que sente aquela gente que o segue a bastante tempo. Talvez, ao serem saciados com aqueles pães e peixes, eles não tenham se dado conta que a profecia ali se realizava. Não havia, certamente, ricas iguarias, mas aquilo que já estavam acostumados a comer. Assim eles tinham que “ler” a ação divina a partir de sua realidade e no cotidiano da sobrevivência. Quem cuida até das aves do céu esqueceria os seus filhos? Hoje podemos pedir ao Senhor que abra o nosso olhar aos pequenos milagres que cercam a nossa existência confirmando a sua providência.
Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 01 de dezembro de 2015

(Is 26,1-6; Sl 117[118]; Mt 7,21.24-27) 
1ª Semana do Advento
Advento significa chegada e presença. Vinda solene. Caracteriza-se por lembrar a longa espera da humanidade pela vinda de Cristo; por prepara-nos para seu novo nascimento; e pela alegre esperança de sua volta gloriosa, no fim dos tempos. O passado, presente nas leituras do profeta Isaias; o presente é melhor simbolizado pela figura de Maria e pela presença de João Batista; o futuro é a construção do Reino e espera vigilante pela vinda de Cristo. No texto de hoje, o profeta sonha com esse rebento do qual surgirá uma flor, “e da flor nasceu Maria, de Maria o salvador”, interpreta o canto popular. Certamente o profeta não vislumbra a figura mariana propriamente dita, mas se concentra no Messias e nas suas qualidades. Enquanto as crianças sonham com presentes, nós crianças maiores sonhamos com um tempo de paz e harmonia entre os seres humanos...
Para entendermos essa perspectiva das promessas do profeta, temos que nos fazer também pequenos, para acolher, nas pequenas coisas os sinais dessa presença. O que o profeta não viu e nós também não, o sabemos pela fé e no acolhimento da palavra. Pedimos ao Senhor que renove o nosso olhar e desejo de sonhar, como crianças que esperam ser surpreendidas por Aquele que realiza o impossível a nós.  

Pe. João Bosco Vieira Leite