Sábado, 07 de novembro de 2026

(Fl 4,10-19; Sl 111[112]; Lc 16,9-15) 31ª Semana do Tempo Comum.

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro,

ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” Lc 16,13.

“O povo de Israel sempre esteve às voltas com a idolatria. E os discípulos de Jesus corriam o mesmo perigo. Apesar da denúncia patética dos profetas, a infidelidade a Deus campeou na vida do povo eleito. Com muita facilidade Israel deixava de lado Javé, e aderia aos deuses dos povos vizinhos, que os fascinava. Tal atitude era classificada como adultério e prostituição, considerando o grau de profundidade que a aliança ligava Javé a seu povo. Os discípulos não estavam imunes das corrupções mundanas, em especial da atitude dos fariseus ‘que eram apegados ao dinheiro’. Quem idolatra o dinheiro, coloca Deus e o seu projeto em segundo plano, e não tem escrúpulos de transformar o semelhante em vítima de sua ambição. Para ele, tudo se reduz ao terreno, a ponto de despreocupar-se com a própria salvação. Basta-lhe o prazer de possuir bens materiais e de usufruir deles. Jesus denuncia a inconveniência de servir a Deus e ao dinheiro. Os interesses de ambos são muitos distintos. Não se deixando polarizar pelo dinheiro, o discípulo pode tirar dele bom proveito: ‘fazer amigos com o dinheiro da iniquidade’. Serve-se dele para dar esmolas, manifestação da misericórdia do seu coração. A sabedoria bíblica já ensinava que a esmola é uma maneira excelente de granjear a amizade de Deus – Pai, meu coração está todo centrado em ti, e em ti encontra consolo e proteção. Meu único anseio é não deixar que se abale esta segurança, fonte da minha felicidade” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite