(Fl 4,10-19; Sl 111[112]; Lc 16,9-15) 31ª Semana do Tempo Comum.
“Ninguém pode servir a dois senhores,
porque, ou odiará um e amará o outro,
ou se apegará a um e desprezará o outro.
Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” Lc 16,13.
“O
povo de Israel sempre esteve às voltas com a idolatria. E os discípulos de
Jesus corriam o mesmo perigo. Apesar da denúncia patética dos profetas, a
infidelidade a Deus campeou na vida do povo eleito. Com muita facilidade Israel
deixava de lado Javé, e aderia aos deuses dos povos vizinhos, que os fascinava.
Tal atitude era classificada como adultério e prostituição, considerando o grau
de profundidade que a aliança ligava Javé a seu povo. Os discípulos não estavam
imunes das corrupções mundanas, em especial da atitude dos fariseus ‘que eram
apegados ao dinheiro’. Quem idolatra o dinheiro, coloca Deus e o seu projeto em
segundo plano, e não tem escrúpulos de transformar o semelhante em vítima de
sua ambição. Para ele, tudo se reduz ao terreno, a ponto de despreocupar-se com
a própria salvação. Basta-lhe o prazer de possuir bens materiais e de usufruir
deles. Jesus denuncia a inconveniência de servir a Deus e ao dinheiro. Os
interesses de ambos são muitos distintos. Não se deixando polarizar pelo
dinheiro, o discípulo pode tirar dele bom proveito: ‘fazer amigos com o
dinheiro da iniquidade’. Serve-se dele para dar esmolas, manifestação da
misericórdia do seu coração. A sabedoria bíblica já ensinava que a esmola é uma
maneira excelente de granjear a amizade de Deus – Pai, meu coração está todo
centrado em ti, e em ti encontra consolo e proteção. Meu único anseio é não
deixar que se abale esta segurança, fonte da minha felicidade” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite