Terça, 03 de março de 2026

(Is 1,10.16-20; Sl 49[50]; Mt 23,1-12) 2ª Semana da Quaresma.

“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” Mt 23,12.

“Jesus dá belos exemplos de humildade em sua vida terrena. De si mesmo afirma: ‘O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir’ (Mateus 20,28). ‘Mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz’ (Filipenses 2,7-8). E no próprio Jesus cumpriu-se a afirmação da exaltação do humilde, segundo diz o apóstolo São Paulo: ‘Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes’ (Filipenses 2,9). ‘Servir’ há de ser o lema cristão, sobretudo se é ocupante do alto posto em dignidade, segundo a máxima já conhecida: ‘Aquele que não vive para servir, não serve para viver’. Todo aquele que ocupar alto posto na sociedade, tem de pensar que o importante não é brilhar, mas servir amando, ou se preferir: amar servindo” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Segunda, 02 de março de 2026

(Dn 9,4-10; Sl 78[79]; Lc 6,36-38) 2ª Semana da Quaresma.

“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” Lc 6,37.

“A reconciliação foi um tema fundamental do ministério de Jesus. Tudo quanto fazia visava restaurar os laços de amizade dos seres humanos entre si com Deus. Ele foi, por excelência, um construtor de reconciliação. Portanto, um bem-aventurado! No seu ensinamento, o Mestre mostrou a transcendência do perdão que rompe os limites do puro relacionamento humano para levar ao relacionamento das pessoas com Deus. No ato de perdoar, o discípulo do Reino decide seu destino eterno. A ordem de Jesus – ‘Perdoai, e sereis perdoados!’ – não expressa a reciprocidade do perdão no nível puramente humano, como se ele dissesse: na medida em quem vocês perdoarem o próximo, serão perdoados por ele. Pelo contrário, o perdão oferecido ao próximo tem, como contrapartida, o perdão recebido de Deus. Quem abre o coração o oferece o perdão a seu semelhante, restabelecendo o relacionamento fraterno encontrará no Pai um coração aberto para perdoá-lo e acolhê-lo. Conclui-se da ordem de Jesus que, quem não perdoa, não receberá o perdão do Pai, pois a falta de comunhão com o semelhante é indício de ruptura com o Pai. Assim, o discípulo do Reino busca construir um relacionamento sólido com o Pai, por meio da comunhão com o seu semelhante. É ilusório querer trilhar um caminho diferente. – Pai, dispõe meu coração para o perdão, pois este é o caminho pelo qual estabeleço minha comunhão contigo” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite