(Is 10,5-7.13-16; Sl 93[94]; Mt 11,25-27) 15ª Semana do Tempo Comum.
“Tudo me foi entregue por meu Pai, e
ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai,
senão o Filho e aquele a quem o Filho o
quiser revelar” Mt
11,27.
“Esta
breve afirmação de São Mateus é considerada sua mais valiosa assertiva; é uma
confissão clara e determinante da divindade do Filho; trata-se aqui de um
conhecimento ontológico: o Pai conhece o Filho e o Filho conhece o Pai
ontologicamente; ambos, portanto, são iguais quanto à natureza, na plenitude da
divindade. Mas Deus não quis que as relações divinas da Trindade ficassem de
todo ocultas à criatura; na medida em que essa criatura está capacitada para
recebe-lo, Deus quis fazê-la partícipe de segredos divinos; e é o Filho o
encarregado de fazer-nos essa revelação do Pai e do Espírito. Todavia não
confundamos: não é um simples conhecimento da existência do Pai e do Espírito,
mas um conhecimento de como é o Pai, de sua natureza divina, de como é para nós,
de como está disposto a tratar-nos, se nós o aceitamos em seu Espírito. Tudo
isto no-lo ensina somente o Filho, somente ele no-lo pode revelar, pois somente
ele o conhece em plenitude e em profundidade, somente ele o conhece como Verbo
e como Filho; isto é (segundo o nosso modo grosseiro de explicar-nos),
conceitualmente e experimentalmente. E o Filho de fato no-lo revelou; deu-nos a
conhecer o Pai, disse-nos como é bom o nosso Pai celestial, como ama seus
filhos e se preocupa com eles, como os santifica por seu Espírito e os eleva
por sua graça. E nós fomos os felizes afortunados, que recebemos esse
conhecimento, essa revelação. Graças, Senhor, por tua bondade; porém, faz-me
tremer a responsabilidade que essa predileção comporta. Quando o Senhor concede
um dom, pedirá contas do mesmo. Como poderia eu responder ao Senhor, neste
momento, sobre tudo quanto me tem concedido?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para
cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite