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Quarta, 15 de julho de 2026

(Is 10,5-7.13-16; Sl 93[94]; Mt 11,25-27) 15ª Semana do Tempo Comum.

“Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai,

senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” Mt 11,27.

“Esta breve afirmação de São Mateus é considerada sua mais valiosa assertiva; é uma confissão clara e determinante da divindade do Filho; trata-se aqui de um conhecimento ontológico: o Pai conhece o Filho e o Filho conhece o Pai ontologicamente; ambos, portanto, são iguais quanto à natureza, na plenitude da divindade. Mas Deus não quis que as relações divinas da Trindade ficassem de todo ocultas à criatura; na medida em que essa criatura está capacitada para recebe-lo, Deus quis fazê-la partícipe de segredos divinos; e é o Filho o encarregado de fazer-nos essa revelação do Pai e do Espírito. Todavia não confundamos: não é um simples conhecimento da existência do Pai e do Espírito, mas um conhecimento de como é o Pai, de sua natureza divina, de como é para nós, de como está disposto a tratar-nos, se nós o aceitamos em seu Espírito. Tudo isto no-lo ensina somente o Filho, somente ele no-lo pode revelar, pois somente ele o conhece em plenitude e em profundidade, somente ele o conhece como Verbo e como Filho; isto é (segundo o nosso modo grosseiro de explicar-nos), conceitualmente e experimentalmente. E o Filho de fato no-lo revelou; deu-nos a conhecer o Pai, disse-nos como é bom o nosso Pai celestial, como ama seus filhos e se preocupa com eles, como os santifica por seu Espírito e os eleva por sua graça. E nós fomos os felizes afortunados, que recebemos esse conhecimento, essa revelação. Graças, Senhor, por tua bondade; porém, faz-me tremer a responsabilidade que essa predileção comporta. Quando o Senhor concede um dom, pedirá contas do mesmo. Como poderia eu responder ao Senhor, neste momento, sobre tudo quanto me tem concedido?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite