Sexta, 19 de junho de 2026

(2Rs 11,1-4.9-18.20; Sl 131[132]; Mt 6,19-23) 11ª Semana do Tempo Comum.

“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” Mt 6,21.

“A opção que o discípulo fez pelo Reino de Deus revela-se no cotidiano de sua existência. Suas escolhas e preferências são um indicador seguro desta opção que norteia todo o seu agir. Desta forma, fecha-se a porta para a hipocrisia, pois o modo de agir do discípulo revelará onde ele colocou o seu coração. Se foi em Deus, o discípulo jamais absolutizará os tesouros terrenos, que podem enferrujar, ser destruídos ou roubados. O apego desmedido aos bens materiais, com os quais se busca segurança, a salvo de qualquer contratempo, não combina com a confiança na Providência divina. É ilusório contar com eles, por que não servem para consolidar a comunhão do discípulo com Deus. Pelo contrário, podem até se tornar um empecilho. O discípulo sensato busca os tesouros celestes. Como se identificam esses tesouros? Não se trata de algo que está posto no céu, fora da nossa realidade. Tesouro celeste é tudo que contribui para aprofundar os laços de Deus e o discípulo do Reino. Correspondem a experiências terrenas, mas que transcendem a história. A misericórdia, a solidariedade, a partilha, o perdão, a reconciliação, e atitudes afins, são os tesouros verdadeiros que o discípulo deve desejar. Ao valorizá-los, ele dá testemunho de onde está colocado o seu coração. Neste caso, estará seguramente posto em Deus, por estar voltado para o próximo. – Pai, dá-me sabedoria suficiente para buscar sempre o tesouro verdadeiro, e assim estar seguro de que em ti coloquei o meu coração (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite