(2Rs 11,1-4.9-18.20; Sl 131[132]; Mt 6,19-23) 11ª Semana do Tempo Comum.
“Porque, onde está o teu tesouro, aí
estará também o teu coração” Mt
6,21.
“A
opção que o discípulo fez pelo Reino de Deus revela-se no cotidiano de sua
existência. Suas escolhas e preferências são um indicador seguro desta opção
que norteia todo o seu agir. Desta forma, fecha-se a porta para a hipocrisia,
pois o modo de agir do discípulo revelará onde ele colocou o seu coração. Se
foi em Deus, o discípulo jamais absolutizará os tesouros terrenos, que podem
enferrujar, ser destruídos ou roubados. O apego desmedido aos bens materiais,
com os quais se busca segurança, a salvo de qualquer contratempo, não combina
com a confiança na Providência divina. É ilusório contar com eles, por que não
servem para consolidar a comunhão do discípulo com Deus. Pelo contrário, podem
até se tornar um empecilho. O discípulo sensato busca os tesouros celestes.
Como se identificam esses tesouros? Não se trata de algo que está posto no céu,
fora da nossa realidade. Tesouro celeste é tudo que contribui para aprofundar
os laços de Deus e o discípulo do Reino. Correspondem a experiências terrenas,
mas que transcendem a história. A misericórdia, a solidariedade, a partilha, o
perdão, a reconciliação, e atitudes afins, são os tesouros verdadeiros que o
discípulo deve desejar. Ao valorizá-los, ele dá testemunho de onde está
colocado o seu coração. Neste caso, estará seguramente posto em Deus, por estar
voltado para o próximo. – Pai, dá-me sabedoria suficiente para buscar
sempre o tesouro verdadeiro, e assim estar seguro de que em ti coloquei o meu
coração” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite