Quarta, 17 de junho de 2026

(2Rs 2,1.6-14; Sl 30[31]; Mt 6,1-6.16-18) 11ª Semana do Tempo Comum.

“... de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa” Mt 6,4.

“Os discípulos de Jesus foram alertados a respeito das formas indevidas de praticar a religião, de modo especial, o exibicionismo nas práticas religiosas, com o intento de granjear louvores e admiração. Esta preocupação minimiza o que se faz com a intenção de agradar a Deus. A recompensa divina. Tomando três práticas típicas de piedade – a esmola, a oração e o jejum –, Jesus pôs em confronto a maneira incorreta e a correta de praticá-las. A forma incorreta é a atitude dos hipócritas. Estes mandam tocar trombetas quando vão dar esmolas, para chamar a atenção dos passantes; rezam nas sinagogas e nas praças, de maneira ostentatória para serem contemplados em atitude de oração; quando estão jejuando, fazem questão de apresentar um semblante ascético e abatido, dando-se ares de penitentes. A forma correta de viver a piedade é bem outra. Nela o fiel busca ser visto unicamente por Deus. O reconhecimento humano é dispensado, pois não tem valor algum. Basta que o Pai veja a esmola dada de maneira discreta. A oração deve ser feita no recolhimento do quarto, pois só o Pai será testemunha da sinceridade com que é feita. Por ocasião do jejum, aconselhava-se a lavar o rosto e a perfumar a cabeça. Assim, somente o Pai verá o que se passa no coração de quem jejua. Engana-se quem procura agradar a Deus por um caminho diferente daquele indicado por Jesus. – Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite