Quinta, 16 de abril de 2026

(At 5,27-33; Sl 33[34]; Jo 3,31-36) 2ª Semana da Páscoa.

“De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus dá o Espírito sem medida” Jo 3,34.

“Jesus afirmou que ‘a boca fala do que lhe transborda do coração’ (Mateus 12,34). Se se tem a Deus no coração, falar-se-á de Deus; se alguém se preocupa com as coisas do Senhor, falará das coisas do Senhor; ao invés, como adverte este evangelho, ‘Aquele que vem da terra (...) fala das coisas terrenas’ (v. 31). ‘Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus’ (v. 34). Deus enviou você como verdadeiro discípulo de Jesus; portanto, sua boca deve estar cheia da palavra do Senhor, e para que sua boca esteja cheia dessas palavras é preciso que você tenha o seu coração anteriormente cheio da palavra de Deus. Qual é o apreço que você tem pela palavra de Deus? Você se cansa de ouvir a palavra de Deus? Você se preparar para transmiti-la? Gostar das coisas de Deus deve levar você a gostar de falar das coisas de Deus. Frequentemente os cristãos descuidam desse ponto, e as conversas que se ouvem em suas reuniões nada têm de construtivo e evangelizador; inclusive, em não poucas ocasiões, as conversas dos cristãos pouco têm de edificante. No entanto, o apóstolo Tiago adverte-nos severamente que ‘se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião’ (Tiago 1,26). De modo muito particular, você deve cuidar de suas palavras, quando está transmitindo a mensagem da salvação, os ensinamentos do evangelho; o respeito que merece a palavra de Deus exige que se transmita com palavras respeitosas, dignas, educadas e cultas, cheias do Espírito de Deus, que não pode apreciar palavras incultas, mal soantes ou chulas. Não imite esses exemplos que, às vezes, você poderá receber inclusive de pessoas que parecem gozar de prestígio e serem cultas; não as imite nisso, pois nisso não são dignas de imitação, e sim de repreensão. E não diga isso já é costume em determinados ambientes, porque respondo a você que tal procedimento não deve ser permitido em nenhum ambiente cristão, como são os ambientes que você deve frequentar. Finalmente afirma o Senhor Jesus que ‘aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus’ (v. 34). Então se você não fala as palavras de Deus – e não me venha dizer que os palavrões e as anedotas atrevidas são palavras de Deus – você dá a entender com clareza que não é enviado por Deus e que não fala em nome de Deus, mas em seu próprio nome e, nesse caso, você não merece credibilidade nenhuma” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite