(1Cor 2,1-5; Sl 118[119]; Lc 4,16-30) 22ª Semana do Tempo Comum.
“O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres;
enviou-me para proclamara libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da
vista;
para libertar os oprimidos...” Lc 4,18.
“Onde
Jesus proclama a boa nova da proximidade do Deus bondoso, todos sentem-se
livres de sua culpa. Aí os pecadores criam coragem para chegar perto de Jesus,
pedindo perdão. Aí eles se sentem incondicionalmente aceitos, apesar de suas
culpas. É essa experiência que Lucas faz penetrar no coração dos seus leitores
com maravilhosa narrativa da pecadora que teve a coragem de entrar na casa do
fariseu, a fim de ungir os pés de Jesus (Lc 7,36-50). Onde Jesus aparece e
atua, cria-se um espaço livre em que todos podem novamente respirar aliviados.
Deve ser esse o sentido da imagem das roças deixadas sem cultivo. Jesus
transmite a ideia de que não devemos continuamente trabalhar em cima de nós
mesmos, de que devemos deixar a lavoura de nossa alma descansar também uma vez,
na confiança de que Deus há de semear a boa semente. Então, pela graça de Deus,
a terra há de render cem vezes mais” (Anselm
Grün – Jesus, Modelo do ser humano – Loyola).
Pe.
João Bosco Vieira Leite